Um sujeito de nacionalidade russa assinalado de ser o segundo ao comando de uma rede de operadores de mercados negros e roubos cibernéticos foi detido em Bangkok, Tailândia com 100.000 bitcoins em seu poder.

Conforme as investigações das autoridades policiais tailandesas, que trabalharam em conjunto com o FBI, durante o fechamento do lugar e a captura do suspeito, se obteve evidência de que Sergey Sergeyvich Medvedev possuía 100.000 bitcoins, uma montante que ao momento de redigir esta nota equivale cerca de 900 milhões de dólares, assinala The Bangkok Post.

Medvedev (31) parece ser co-fundador e segundo ao comando na organização Infraud, cujo slogan é “In Fraud We Trust”, de inglês para português “na fraude confiamos”, deixando claras suas motivações. Esta organização teria caído na passada terça-feira 2 de fevereiro a mãos de autoridades estadunidenses. O cidadão russo teria chegado a Tailândia há 6 anos atrás. E conforme solicitou o FBI, a Unidade de Supressão do Crime (CSD) de Tailândia realizou a investigação descobrindo que o alegado vigarista se encontrava na cidade de Bangkok. Durante este tempo, Medvedev entrou e saiu do país em várias ocasiões e durante o último ano, viveu com sua esposa de nacionalidade tailandesa.

A batida contou com 30 funcionários dessa unidade, quem detiveram ao implicado no edifício City Gate, localizado na área de Sukhumvit, onde confiscaram documentos e um computador no qual encontraram provas do comércio em linha de Medvedev com produtos ilegais, utilizando criptomoedas como método de pagamento, conforme confirmou o chefe da divisão, Thitiraj Nhongharnpitak, quem assegurou que breve revelariam mais detalhes.

Medvedev não está sendo custodiado pela CSD, embora não está confirmado se encontra-se sob custodia das autoridades migratórias ou as forças especiais de Estados Unidos.

Conforme especificou o funcionário, o FBI e as autoridades policiais de Itália conseguiram neutralizar um servidor pertencente à organização criminosa sem que nenhum dos integrantes do bando estivesse presente durante dita batida.

Durante a passada quarta-feira, o Departamento de Justiça de Estados Unidos acusou a 36 pessoas relacionadas à organização por formar uma rede internacional de roubo de joalheria e o tráfico de informação pessoal sobre cartões de crédito, ocasionando perdas que ascendem aos $530 milhões de dólares. Os apresados estão sendo acusados de trafego de artigos roubados, contrabando, roubo de identidade, falsificação de documentos e fraude bancária.

O fiscal John P. Cronan, da Divisão para Crimes do Departamento de Justiça de Estados Unidos, comentou:

As detenções de hoje marcam um dos maiores esforços para perseguir o ciberfraude que foram assumido desde o Departamento de Justiça. Tal e como se alega na acusação, Infraud operava como um negócio para facilitar a fraude cibernético a escala global. Seus membros causaram mais de $530 milhões em perdas a consumidores, negócios e instituições financeiras e se alega que as perdas que pensavam causar ascendiam a mais de $2 bilhões de dólares. O Departamento de Justiça se recusa permitir que estes cibercriminais utilizem o anonimato de Internet como um escudo para seus crimes. Estamos comprometidos a trabalhar com nossas contrapartes internacionais para identificar, pesquisar e trazer à justiça aos perpetradores destes crimes, onde seja que se encontrem.

Jhon P. Cronan

Fiscal, Departamento de Justiça de Estados Unidos

Conforme alega a fonte, em mais de 15 países se realizaram batidas para deter cerca de 18 suspeitos pertencentes ao bando criminoso.

O Fiscal Assistente David Rybicki assegurou que o website Infraud era um referente mundial para os criminosos cibernéticos. O site foi fundado em Ucrânia em 2010 por Svyatoslav Bondarenko e Medvedev era seu co-fundador e segundo ao comando. No portal se podia comprar e vender informação privada de milhares de vítimas, a qual era usada para realizar compras em Internet ou clonar cartões de crédito. A loja de informação privada tinha 10.901 membros ativos que formavam um mercado ativo e recíproco com seus administradores.

Conforme as fontes oficiais, o FBI realizará uma conferência de imprensa para dar detalhes sobre a operação e levar a investigação a mais países, pois, ademais, se presume que a organização vende drogas, armas ilegais, fauna protegida e que ademais, têm obtido documentos governamentais oficiais de forma indevida.

As fraudes ligadas a bitcoin seguem tendo alcance e relevância no ecossistema blockchain. Os limites parecem incrementar-se com o passo do tempo no qual são tentativas das autoridades por fechar os mercados negros e dar fim às frequentes operações fraudulentas que abundam no site.

Recentemente, investigadores australianos determinaram que mais da metade das transações de bitcoin estão ligadas a crimes cibernéticos, embora isto não significa que a metade dos usuários sejam delinquentes. Muito provavelmente se deva a que estes mercados manejam quantidades exorbitantes de bitcoins como método de pagamento e intercâmbio de valor, tal como devem realizar múltiplas transações para ‘lavar’ os bitcoins e distrair às autoridades com a grande quantidade de direções, entradas e saídas que geram na blockchain com predeterminação.

Traduzido de: CriptoNoticias