As casas de câmbio de Bitcoin e as empresas FinTech em Coréia do Sul foram vítimas de tentativos ataques cibernéticos, presumivelmente por parte de Coréia do Norte devido a sanções econômicas impostas por a ONU.

A investigação foi feita por o centro de investigações cibernéticas “Cyber Warfare Research Center” (CWIC) de Coréia do Sul, conforme informou uma mídia asiática recentemente.  O malware se tentou distribuir através de correios eletrônicos que quando aberto e lido o conteúdo possibilita que o software maliciosos se instalara na rede da empresa em questão, para roubar fundos e informações. De acordo com o CWIC, o código do malware era idêntico aos vírus originados em Coréia do Norte.

Ditos correios em sua maioria eram dirigidos aos empregados das companhias ou casas de câmbio como Bitsum – um dos principais mercados de divisas virtuais do Estado sul-coreano – onde os atacantes pretendiam ser de instituições governamentais, como a Comissão de Comércio Justo de Coréia do Sul e outros correios incluíam pessoas solicitando emprego com seu currículo, o que evidentemente era falso.

Além da maioria das casas de câmbio de criptomoedas, os ataques estiveram dirigidos a empresas financeiras relacionadas com blockchain e pequenas empresas que utilizam este tipo de ferramentas financeiras.  Comenta Simon Choi, analista do CWIC: “Os startups que usam blockchain, companhias do setor de tecnologia financeira, assim como outros, podem ter sido o objetivo.”

No que se refere aos motivos que podem estar movendo os ataques cibernéticos pela Coréia do Norte, em parte se deve a que o país tem rejeitado as sanções impostas por o Conselho das Nações Unidas, entre as que se encontra o bloqueio comercial e exportações de produtos por um valor de 850 milhões de euros, já que a ONU condena os lançamentos de prova de mísseis balísticos. Não obstante, hackeando as casas de câmbio Bitcoin os atacantes estariam obtendo financiamento em dólares.

Isto possibilitaria a Coréia do Norte evadir as sanções econômicas, já que poderia gerar rendimentos e fazer transações sem ter que depender do dólar dos Estados Unidos e de outras moedas fiduciárias, ademais de certo anonimato que faze mais fácil a lavagem de dinheiro. Sem mencionar o crescimento que tem tido o preço das criptomoedas as ultimas semanas, o Bitcoin por exemplo, ao momento de escrever este artigo, é de cerca de 4800 dólares.

Inclusive, a mídia local declara que Coréia do Norte tem alcançado desde 2012 pelo menos 300.000 dólares em Bitcoin por meio de mineração, ao que os analistas acrescentam que os ataques estão apontando diretamente ás casas de câmbio onde se concentram esses fundos.

Por outro lado, a Coréia do Norte também foi vinculada, por entidades de segurança de Estados Unidos e da inteligência britânica, com o ataque cibernético global WannaCry acontecido em maio, que afetou cerca de 150 países. Enquanto que Coreia do Sul, em junho deste ano, foi ameaçada com ataques DDoS a sete de seus bancos senão pagava 315.000 dólares em bitcoins.

 

Traduzido de: CriptoNoticias