OneCoin, a fraude piramidal que fornece uma criptomoeda inexistente, possivelmente o Ponzi que conseguiu perdurar mais no ecossistema e que, lamentavelmente, cada dia segue somando novos investidores que consentem, sem sabê-lo, em perder o seu dinheiro; hoje, logo de várias detenções a pequenos promotores da fraude, a líder da organização, Ruja Ignatova, foi somada à acta de acusação da polícia de Navi Mumbai.

Assim o deu a conhecer o diário digital The Indian Express. Como se pode ler, a polícia de Navi Munbai assinalou a dois cidadãos búlgaros- em cujos nomes ressalta o de Ignatova- à sua lista de promotores de OneCoin procurados por cargos de engano e fraude. A polícia os acusa de enganar a milhões de investidores até arrecadar a soma de 750.000.000 de rupias, o qual é aproximadamente 11.623.984 dólares.

A diferença da maioria dos países, onde os bancos centrais têm sido limitados à emissão de advertências contra suposta fraude dos seus nacionais, Índia tomou cartas no assunto. Desde o mês de abril as autoridades policiais da Índia começaram a fazer detenções, detendo 18 pessoas em abril – a quem llhe confiscaram 2 milhões de dólares-; em maio,  foram adicionados quatro índios nacionais à lista de detidos: e no passado mês de junho  6 novas ordens de captura foram emitidas. Nesta oportunidade, a Unidade de Delitos Econômicos da Polícia de Navi Mumbai emitiu uma nova lista de 30 suspeitos, entre os que se lê o nome de Ignatova.

Segundo conta o Comissário Hemant Nagrale, ele e outros oficiais infiltraram durante um dos seminários de OneCoin realizado na localidade de Jui Nagar, onde os promotores da organização atraíam investidores com sob promessas de grandes retornos para dezembro de 2018, depois de fazer um único investimento de 11.900 rúpias. Após da inversão, lhe entregariam senhas para acessar a seu perfil no portal web de OneCoin e observar quantas moedas adquiriram com a sua inversão – apesar da impossibilidade de comerciá-las.- Esse foi o dia em que começaram as detenções contra os promotores. Tushar Doshi, comissário-adjunto da polícia, comentou:

Em este tipo de esquemas, os investidores tornam-se perpetradores, bem como vítimas. Claramente, este é um esquema Ponzi.

Tushar Doshi

Comissário-Adjunto, Polícia Navi Mumbai

750 milhões de rupias em 35 contas bancárias ligadas a OneCoin tem sido a cifra revelada por as investigações; contas geridas pelos acusados em Maharashtra, Gujarat, Rajasthan e Delhi apesar de ser registrado com o nome de varias firmas privadas. Desse montante, 250 milhões de rupias foram apreendidas pela polícia antes que os acusados mudaram os fundos restantes ao ter notícia das detenções.

Por agora, as investigações para prender aos acusados e eliminar operações  de OneCoin na Índia continuam.

Traduzido de: CriptoNoticias