A disponibilidade de energia elétrica suficiente a um preço razoável para a mineração de criptomoedas – uma atividade intensiva em quanto a uso de corrente para manter em funcionamento processadores e placas de vídeo de alto desempenho por longos períodos de tempo-, é um dos problemas fundamentais da área.

Como em outros casos, esta condição já começou a gerar oportunidades de negócios, tal como se pode inferir da posição que recém estão explorando algumas energéticas em Rússia, um dos países que de forma espontânea e crescente já vinho sendo abraçada a adoção e aquisição de criptoativos por meio de processos de mineração, além de considerar sua incorporação formal á economia.

De acordo com uma informação publicada pelo jornal russo Vedomosti, companhias como EvrobSibenergo estão considerando arrendar geradores que produzem excesso de energia a grupos mineiros locais. Os pools russos de mineração têm visto até agora uma parte importante de seus lucros comprometida por os altos preços da eletricidade, porque a utilização deste excedente elétrico seria de grande proveito.

De acordo com os planos da energética, a ideia é pôr á ordem dos mineiros umas 70 instalações prontas para usar desde o ponto de vista de infraestrutura, com acesso direto ás redes para garantir eletricidade de baixo custo, assegurando que há oportunidades para projetos de qualquer escala. EvrobSibenergo é uma das principais companhias russas em geração de eletricidade, com experiência acumulada desde 2001. Até agora a empresa afirma ter conversado com dezenas de grupos de mineração, mesmo sem estabelecer contratos formais com nenhum.

A Rússia conta nestes momentos com 20 Gigawatts de excedentes energéticos, por o que a utilização dos geradores arrendados significaria uma poupança de quase 30% do custo total da mineração – sendo este porcentagem de despensa atual por eletricidade – para os mineiros, gerando uma vantagem competitiva em seu mercado local frente aos outros jogadores globais.

 

No âmbito da tecnologia blockchain, a noticia tem sido interpretada como um passo mais de Rússia para competir com China no uso de criptomoedas e a mineração, país que concentra a maior porcentagem de poder de processamento de toda a rede. Toma-se como precedente que o mineiro Dmitry Marinichev aliado do presidente russo Vladimir Putin, anunciou uma ICO com o objetivo de arrecadar 100 milhões de dólares e lograr o desenvolvimento de processadores mais eficientes para a mineração, o que permitiria uma fortaleza na competência com os chineses.

O novo acordo lhe permitiria que os mineiros aproveitassem as vantagens do acordo, pagar três centavos por quilowatt, menos da metade do que cancelam até agora, reportando em efeito uma poupança muito significativa.

O interesse na tecnologia blockchain e o emprego de criptoativos em Rússia levaram a meados deste ano a que se apresentasse inclusive um episódio de escassez de placas gráficas, empregadas na obtenção de criptomoedas por meio de mineração, com compras de até mais de 600 unidades em uma só aquisição. Isso explica o boom da mineração de criptomoedas no país de maior território do mundo.

Traduzido de: CriptoNoticias