No segundo piso de um edifício em Canadá se encontra instalada uma fazenda de bitcoins que também serve como estufa e viveiro de peixes.

As fazendas de mineração de criptomoedas como bitcoin consomem uma grande quantidade de energia elétrica devido a que a série de máquinas conectadas se mantém acesas durante todo o dia. Isto poderia constituir uma ameaça em longo prazo para o meio ambiente. Dado isso, várias alternativas têm surgido no tempo. Nesta oportunidade, falaremos de Myera Group Greenhouse, um grupo cujo principal objetivo é utilizar as novas tecnologias para gerar avanços em sistemas de alimentação sustentável.

Desde há um ano, ao redor de 30 computadores são encarregados de minar criptomoedas em St. Francois Xavier, um povo da província canadense de Manitoba. Encontram-se instalados em uma locação onde antes funcionava o Museu de Autos Tin Lizzie e um convento de freiras.  O calor gerado pelos equipamentos serve para aquecer o edifício, onde se cultivam plantas de manjericão, alface e germinação, que a sua vez são regadas por o agua de vários tanques de peixe com 800 trutas árticas.

Este é um sistema “bonito, já que tudo está conectado como está na Terra”, disse recentemente Bruce Hardy, seu dono, á agência de noticiosa CBC. Ele espera que nos espaços de Myera Group pessoas de todo o mundo possam investigar modelos de agricultura sustentável. Também reúnem desenvolvedores de todo o mundo para continuar inovando em tecnologia blockchain.

De fato, os cultivos se dão bastante bem neste edifício porque Manitoba tem um clima especialmente frio. A localidade também conta com a taxa de eletricidade mais baixa da região, o que atrai a uma grande quantidade de mineiros. Sem a renda gerada com bitcoin o projeto não poderia haver-se concretado, assegura Hardy:

Esta não é uma iniciativa única em seu tipo, já que ao longo do tempo muitas empresas se têm encarregado de desenvolver aplicações blockchain para o setor agrícola. Entre elas figura Filament, uma rede de fazendas inteligentes que utilizam a blockchain para monitorar alterações em clima e realizar posicionamento GPS.

Bruce Hardy

CEO, Myera Group Greenhouse

Esta não é uma iniciativa única em seu tipo, já que ao longo do tempo muitas empresas se têm encarregado de desenvolver aplicações blockchain para o setor agrícola. Entre elas figura Filament, uma rede de fazendas inteligentes que utilizam a blockchain para monitorar alterações em clima e realizar posicionamento GPS.

 

Imagem destacada: CBC News

Traduzido de: CriptoNoticias