Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, colocou sua firma em uma lei que estipula que as instituições governamentais devem supervisionar as criptomoedas, entre outras cláusulas, como parte de uma estratégia executiva.

A lei está orientada a combater o financiamento do terrorismo e os métodos utilizados para realizar atividades financeiras ilícitas, a modo de sanções que poderiam ser impostas aos governos de Rússia, Irã e Coreia do Norte, forçando a seus respetivos governos para combater o financiamento de igual maneira; requerendo que se creem estratégias sólidas de segurança nacional com ditos fins, onde também se incluem ás criptomoedas como métodos alternativos de financiamento. Como bem descreve o documento oficial, o certificado é emitido “Para prover de analises ao congresso e combater as agressões dos governos de Irá, a federação Russa e Coreia do Norte, e para outros propósitos”.

Um anteprojeto da estratégia consequente a aplicar desde o governo de Estados Unidos poderia ingressar ao Congresso, que propôs a lei e a enviou á Donald Trump, o próximo ano, como assuntos concernentes também ao Departamento de Seguridade Nacional e o Departamento de Estado.

Algumas das ameaças enfrentadas em base ao financiamento ilícito com criptomoedas foram incluídas nesta lei graças a Yaya Fanusie quem é analista da CIA para a luta contra o terrorismo, indicando ao portal Washington Times que “A maior preocupação para a segurança nacional não é que os criminais empreguem este tipo de tecnologias, pois elos fazem uso de todas as tecnologias. A pergunta é: Como lidamos com algo que o governo não pode controlar?”

A Fanusie  é garantindo ter identificado os primeiros indícios de que as organizações terroristas estavam utilizando bitcoin para arrecadar fundos; agora, é analista para o Centro de Sanções e Financiamento Ilícito da Fundação para a Defensa das Democracias.

“Bitcoin é como um adolescente rebelde, quer fazer das suas. Que fazemos? O censuramos ou proibimos? Não, deves ter uma boa relação com ele e ter influencia em seu desenvolvimento “, assegurou Fanusie.

Isto vai à sintonia com o que Fanusie declarou durante o mês de maio, quando assegurou que não tinha que tomar-se as criptomoedas por inimigas o incompatíveis com o sistema legal atual, pois em quanto ao lavado de dinheiro, os criminosos também utilizam moedas fiat.

Como bem o há demostrado a experiência durante os últimos dois anos, as ameaças cibernéticas que envolvem a bitcoin vão ao aumento, como é o caso do vírus tipo ransomware, entre os que destacam o ataque chamado WannaCry, que afetou a centenas de empresas a nível mundial sequestrando seus arquivos e extorquindo ás vitimas com a cobrança de bitcoin. O ano passado, o Centro de Denuncias de Crimes em Internet do FBI recebeu cerca de 2.673 denuncias de ransomware.

Ademais, durante o ano passado, a vitória de Donald Trump foi desprestigiada por sólidas denuncias de que ataques cibernéticos poderia haver estado coordenados desde Moscou para influenciar nos resultados eleitorais das eleições nos que o atual presidente de Estados Unidos se enfrentou a Hillary Clinton.

Mais recentemente, as autoridades norte-americanas, entre elas o FBI, detiveram a Alexander Vinnik, de 37 anos, de nacionalidade russa, trás ter-lhe encontrado imiscuído na lavagem de dinheiro e ocultamento de fundos roubados á casa de câmbio MtGox durante o ano 2014; trabalhando em conjunto com companhias de seguridade e rastreio de criptomoedas que determinaram que os fundos se encontravam ocultos em contas da casa de câmbio BTC, e demostrando assim que as autoridades estadunidenses já perceberam dos potencias usos negativos das criptomoedas e de que é necessário saber como poder combater estes delitos.

Também, há algumas semanas, a mencionada Fundação para a Defensa das Democracias, repreendeu ao governo estadunidense a fazer uso de blockchain e as criptomoedas para combater os ataques cibernéticos e as ameaças á segurança nacional.

 

Traduzido de: CriptoNoticias