A Unidade Modelo de Atenção ao delito de Sequestro de Chihuaha (México) conseguiu a liberação de uma advogada, cujos captores tinham exigido que o pagamento do resgate se realizara em bitcoins. O bando estava encabeçado por um youtuber, cujo canal estava repleto de vídeos de autoajuda e superação pessoal.

A família de Thania Denisse Medina Rodíguez realizou a transação de pagamento com bitcoins, e a Polícia Cibernética ativou um processo de rastreamento e investigação para rastrear o destino dos fundos cancelados, a fim de dar com o paradeiro dos sequestradores.

O sequestro ocorreu em horas da tarde da passada quarta-feira 28 de fevereiro, quando a advogada saía de seu escritório, localizada no centro da cidade. Ao menos três sujeitos armados a obrigaram a subir pela força a um automóvel.

Conforme a Promotoria, a operação para liberar à dama ocorreu na passada sexta-feira e os funcionários públicos dos corpos de segurança conseguiram recuperar os fundos pagos pelo plágio. Os funcionários à mulher na rua Melchor Guaspe, e capturaram aos sequestradores na rua Hermosillo localizada ao sul da cidade. Ali se-lhes confiscaram 3 automóveis, um arma de fogo e vários telefones celulares.

Ademais, capturaram aos cinco bandidos: Juan Alfonso P. H., Jesús Arnulfo Ou. M., Édgar René Z. R., Jassiel Omar M.C. e Germán Abraham L. A. Este último é um conhecido youtuber que tem um canal repleto de vídeos de autoajuda e motivação pessoal, e ademais seria o líder do bando. O sujeito, de 23 anos, inclusive teria dado uma palestra durante o Congresso Mundial de Líderes Juvenis pela Paz.

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Estes são os cinco sequestradores presos. Fonte: Procudoria de Chihuahua, México.

“De acordo com a investigação obtida durante as investigações, o líder do bando é Germán Abraham, quem tem vários vídeos em Internet como youtuber”, explicou a promotoria num comunicado. Os sujeitos foram levados perante o julgado de Controle do Distrito Judicial Morelos e imputados formalmente pelo delito de sequestro agravado.

OUTROS CASOS RECENTES

Não é a primeira vez que as criptomoedas se vêem envolvidas em delitos como este. Lembremos que em agosto do ano passado um investidor supostamente defraudado com um negócio que envolvia a inversão em criptoactivos sequestrou em Índia a um empresário e exigiu 20 bitcoins a mudança de sua liberação.

Também em agosto de 2017 uma modelo de Reino Unido foi sequestrada em Milão e posteriormente oferecida na deep web pela organização delitiva Black Death, quem a estava a vender como escrava sexual por um preço de 300.000 euros em bitcoins. No entanto, a modelo de 20 anos foi liberada depois de que os sequestradores soubessem de que é mãe de um menor de idade, embora lhe exigiram 50.000 dólares em bitcoins por sua liberação, com um prazo de um mês para cancelá-lo e que cessara completamente a investigação do caso, sob a promessa de “eliminá-la”.

No final de 2017 o CEO da casa de câmbio EXMO, Pavel Lerner, foi sequestrado e liberado aos poucos dias após do pagamento de mais de 1 milhão de dólares cancelados com bitcoins aos perpetradores. A informação sobre a montante total do pagamento a difundiu o Financial Times e também foi descrita por outros meios, nos que se recolhiam as palavras do assessor ucraniano Anton Geraschenco, quem afirmou que Lerner foi “liberado em estado de shock” e acrescentou: ”temos informação operativa de que pagou mais de 1 milhão de dólares em bitcoins”.

Apesar destes casos, convém realçar que a natureza das criptomoedas não está determinada por seu uso delitivo. Assim, desde sua criação, bitcoin oferece uma nova forma de liberdade, que permite ir mais além dos controles governamentais, das instituições financeiras e realizar transações instantâneas através de todo mundo, com um plus de segurança, inviolabilidade e difícil rastreamento, devido a que poderia comparar-se com o sistema de trunfos nas cartas. Que estas caraterísticas tenham servido para alojar atividades criminosas não significa que tenham sido definidas e especificadas para tal fim.

 

Traduzido de: CriptoNoticias