O co-fundador de Paypal e um dos principais investidores de Facebook, Peter Thiel, investiu entre 15 e 20 milhões de dólares em bitcoin através de sua firma The Founders Fund em junho do 2017, quando esta criptomoeda oscilava em torno aos $2.400 por unidade, revelou ontem o Wall Street Journal.

Ignora-se quanto desses bitcoins vendeu Thiel no momento de maior auge da moeda, quando alcançou os $20.000, mas seu lucro mínimo atual é da ordem de centenas de milhões de dólares, afirma a reconhecida mídia informativa fazendo referência a fontes próximas ao investidor e sua firma de capital de risco.

Em outubro passado, Thiel, cuja fortuna individual é de 2,2 bilhões de dólares, disse que a gente “estava subestimando o bitcoin”. “Se o bitcoin termina como um ciberequivalente do ouro, tem ainda muito potencial” acrescentou nessa oportunidade.

Poucos dos investidores destacados têm comprado somas grandes de bitcoins, talvez temerosos da volatilidade da criptomoeda ou por falta de compreensão acerca de seu funcionamento e potencial. O CEO de JPMorgan Chase & Co, Jamie Dimon, tem qualificado ao bitcoin como um “fraude”, enquanto que o fundador de Bridgewater Associates, Raymond Dalio afirmou que se tratava de uma bolha. Pelo contrário, para Peter Thiel o bitcoin é um valor de reserva.

Por sua parte, a firma Founders gerencia fundos de mais de $3 bilhões e tem comprado participação em umas 100 companhias, incluindo Facebook, Airbnb Inc., SpaceX e Lyft. As inversões mais recentes incluem fundos de cobertura baseados em criptomoedas como Metastable Capital e Polychain Capital, que invertem em companhias baseadas em tecnologia blockchain.

Outras empresas e instituições se juntaram a iniciativas semelhantes dando um voto de confiança ás criptomoedas e a blockchain. Por exemplo: Consensys, uma organização cujo propósito é apoiar ao empreendimento baseado no desenvolvimento de tecnologias descentralizadas, anunciou em setembro do 2017 a criação de um fundo de inversão com o fim de apoiar a startups blockchain.

Na mesma ordem de ideias, a Bolsa de Valores de Hong Kong fez pública as suas intenções de fundar um mercado de capital de risco por meio de uma plataforma baseada em blockchain. Informação que deu a conhecer em agosto do ano passado o CEO desta instituição.

 

Traduzido de: CriptoNoticias