A Organização do Turismo Caribenho, que inclui quase 30 territórios, comemorou um acordo com Bitt, uma companhia de soluções de pagamento baseadas em blockchain, para melhorar a eficiência do comercio em produtos e serviços relativos á indústria turística.

De acordo com a informação oficial, o objetivo da aliança é explorar os benefícios que pode oferecer adotar a tecnologia blockchain em todos os aspectos dos serviços financeiros. A proposta é impulsionar a adoção da carteira desenvolvida por Bitt, empresa que funciona em toda a região; especialmente entre os setores informais e não de bancos da economia.

Hugh Riley, secretário geral da Organização do Turismo Caribenho (OCT), declarou que o memorando de entendimento reconhece que “blockchain tem o potencial” de ajudar a avançar ao Caribe em seus programas e atividades dentro do setor turístico. Ademais, apresenta um cenário no qual incentiva o uso de moedas digitais em territórios como Bahamas, Jamaica e Saint Martin; atrações turísticas reconhecidas como paraísos tropicais.

O Caribe tem como objetivo examinar em profundidade as vantagens que oferece a nova tecnologia financeira. Em particular, os serviços financeiros de blockchain tem o potencial de avançar nos objetivos de programas e atividades especificas dentro do setor turístico, e a OCT tem a responsabilidade em nome de nossos membros de explorar plenamente essas possibilidades.

Hugh Riley

Secretário Geral da Organização do Turismo Caribenho

É preciso destacar que vários dos países do Caribe têm como principal atividade econômica o turismo, razão pela qual o diretor de Bitt afirmou como “natural e necessária” a adoção de alternativas disruptivas para apoiar o “bem-estar e desenvolvimento” de cada país.

Até agora, a sociedade entre a OCT e Bitt tem uma duração de três anos, e se põe á disposição futura de esforços turísticos governamentais em regiões como Porto Rico, Guiana e Curaçao.

TURISMO E O CRIPTOMUNDO

Aparentemente, é uma questão de tempo para que o Caribe seja preenchido com criptousuários no setor turístico; uma possibilidade de adoção que também há seduzido o interesse de outros governos e instituições. Exemplo dele é Aruba –outro país do Caribe, mas não participante da organização- onde a Fundação ATECH promoverá a eliminação dos terceiros no setor turístico, procurando “recuperar ganhos e impor rendas” ao mesmo tempo em que mantem as rendas na casa (a ilha)”.

Por sua parte, o chefe da Agência de Turismo de Rússia, Oleg Safonov, declarou o passado mês de novembro que considera que a tecnologia blockchain tem o potencial para revolucionar o mercado turístico nos próximos 10 anos; principalmente na área da prestação de serviços. Igualmente, há que ter em consideração que os usuários e investidores em criptomoedas têm começado a fazer uso dos ativos digitais como método de pagamento para hotéis, parques, e férias, empregando os cartões de débito pré-carregados oferecidos por alguma casa de câmbio. Uma realidade que se tem visto limitada por escassas opções que oferece este mercado, sobre tudo em América Latina. Mas, ao parecer, isso vá a mudar num futuro próximo.

 

Traduzido de: CriptoNoticias