Tanto artistas como compradores ou colecionadores têm sofrido as consequências da usurpação de identidade ou a falsificação das obras de arte. Neste contexto, a blockchain poderia aparecer para salvar o dia, como sucede no caso de Verisart, uma plataforma para certificar e verificar obras de arte usando a blockchain de Bitcoin.

Conforme resenha Bloomberg, blockchain agora se está utilizando para registrar obras de arte, com plataformas como Verisart. Essencialmente, Versiart utiliza a cadeia de blocos de Bitcoin para verificar a procedência e autenticidade das obras de arte, assim o indicou seu fundador Robert Norton, quem acrescentou que o problema de verificação é tão velho como a arte mesma.

A falta de confiança e os problemas para verificar as obras afetam aos artistas porque suas obras podem ser falsificadas e as regalias não chegam a eles mesmos, se não a quem venderam as obras falsas. Ademais, compradores ou colecionadores de artes são afetos por ter gastado ou investido seu dinheiro numa peça falsa. E é ali onde recai o maior problema do mercado de obras de arte, sobretudo de artes gráficas e plásticas.

Conforme Norton, muitos compradores se recusam a comprar obras cuja procedência não tem sido verificada: “há um obstáculo maior de confiança que deves esclarecer, deves saber que o que estás comprando é real”, ressaltou o fundador de Verisart, quem acrescentou o seguinte:

A arte é o segundo mercado não regulado maior depois das drogas ilícitas e se vê eclipsado de maneira significativa pela atividade fraudulenta. Podes acelerar a confiança e a liquidez proporcionando melhores padrões para uma certificação global verificável.

Robert Norton

Fundador, Verisart

O mercado negro global superou os 6 bilhões de dólares durante o ano e o 80% destes montantes estão vinculados à falsificação.

De tal maneira, Versiart procura dar solução a estes problemas, fazendo especial ênfase na luta contra a falsificação de obras. O startup apenas foi fundado em 2015, mas já conta com alguns artistas que têm aproveitado a plataforma de verificação. Entre eles, Philip Colbert, quem utiliza e apropria-se de figuras da cultura pop em suas pinturas, móveis e imagens e há algum tempo procurava uma maneira de autenticar seu trabalho artístico até que se topou com o fundador de Verisart.

Colbert, em relação a dito problema de falsificação expressou: “a arte é uma moeda de certo modo; ao final do dia quando vêm a leilão, a procedência é um elemento muito importante de seu valor”. Embora não tudo é cor rosa, já que alguns compradores e colecionadores de arte preferem a privacidade e não estão muito de acordo com o fato de mostrar as transações de maneira tão pública como sucede com a cadeia de Bitcoin -conforme a Norton.

A utilização de blockchain para a verificação das pinturas e obras de artes plásticas poderia impulsionar o mercado em linha, que para este momento só representa o 8% (uns 5,4 bilhões de dólares) do mercado mundial de arte. Não obstante, já existem várias galerias com novas tecnologias, onde a blockchain e as criptomoedas têm sido protagonistas. Podemos encontrar galerias de arte em linha e mercados que aceitam criptomoedas como pagamento pelas obras ali expostas.

Por outro lado, a tecnologia blockchain também tem estado marcando uma diferença quanto a direitos de autor em geral. Podemos recordar o caso do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, entidade que estava considerando utilizar a tecnologia para a propriedade intelectual. Enquanto no ano passado, o conglomerado Viacom se tinha aliado com JAAK para proteger também os direitos de autor.

 

Traduzido de: CriptoNoticias