O maior banco de Polônia, PKO Bank Polski (PKO BP), aliou-se com o startup Coinfirm, uma companhia de serviços relacionados com a cadeia de blocos, para trabalhar conjuntamente na implementação de um sistema de armazenamento de dados e de verificação de documentos baseado na tecnologia blockchain.

Este banco utilizará uma plataforma chamada Trudatum, a qual tem sido desenvolvida pela equipa de Coinfirm. Ao respeito, Maciej Ziółkowski, co-fundador de Coinfirm, explicou o seguinte:

Cada documento registrado no blockchain (por exemplo, prova de uma transação ou os termos e condições do banco para um produto determinado) se emitirá em forma de abreviatura irreversível (“hash”) assinado com a chave privada do banco. Isto permitirá que um cliente verifique de forma remota se os arquivos que recebeu de um sócio comercial ou do banco são verdadeiros ou se tentou-se modificar o documento.

Maciej Ziółkowski

Co-fundador, Coinfirm

Conforme o vice-presidente de PKO BP, Adam Marciniak, por agora este projeto se encontra em estado piloto e pelos momentos não existe uma data estimada de lançamento. Acrescentou que conheceram a Coinfirm através de “Let &’s Fintech with PKO Bank Polski”, um evento realizado para que novas empresas de tecnologias inovadoras, relacionadas ao âmbito financeiro, se dêem a conhecer. De igual forma, apontou que as provas com Coinfirm iniciaram há um ano:

No ano passado começamos as provas da plataforma Trudatum desenvolvida por Coinfirm. Como as provas no meio bancário foram muito satisfatórias, decidimos cooperar mais estreitamente. Achamos que juntos poderemos realizar uma operação pioneira de implementação da tecnologia blockchain no sector bancário polonês.

Adam Marciniak

Vice-presidente, PKO BP

PKO BP seria um dos primeiros bancos europeus que planeja utilizar a tecnologia blockchain para o armazenamento de documentos, mas não é o único que se tem fixado em oportunidades de negócio relacionadas a esta tecnologia, já que há um mês o Bank Frick, um banco do principado de Liechtenstein, anunciou seu novo serviço para o investimento ou compra de criptomoedas.

Em Polônia não todas as vozes que falam com respeito à tecnologia blockchain e os criptoativos têm um discurso positivo, em especial as autoridades polacas. Por exemplo, há pouco mais de um mês reportou-se que o Banco Central de Polônia gastou aproximadamente 27.000 dólares em financiar uma campanha difamatória com respeito ao Bitcoin e as criptomoedas, na qual se difundiram mensagens negativas através das redes sociais. Esta campanha se realizou poucos meses depois que estas autoridades estabeleceram que não reconhecem aos criptoativos como dinheiro, pelo qual não é legal os empregá-los em pagamentos de serviços ou impostos.

 

Traduzido de: CriptoNoticias