As instituições financeiras brasileiras têm mostrado muito entusiastas com respeito ao uso da Tecnologia de Contabilidade Distribuída (DLT). Nesta oportunidade, a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) revelou que apresentará num congresso de tecnologia os resultados de umas Provas de Conceito (PoC) que está realizando com esta tecnologia.

Estas investigações foram realizadas pelo Grupo de Trabalho “Blockchain”, criado por FEBRABAN, composto por 15 entidades, entre as que destacam Citibank, JP Morgan e Santander, bem como o Banco Central e a Comissão Executiva de Tecnologia e Automatização Bancária.

Uma das provas realizadas pelo Grupo de Trabalho leva por nome Fingerprint e utilizou a blockchain Corda, do consórcio R3. Nesta se realizou um censo com informação pessoal fictícia para estudar o potencial uso desta tecnologia nas bases de dados dos bancos, sem comprometer a privacidade e a rastreabilidade da informação.

Em palavras de Adilson Fernandes de Conceição, coordenador do Grupo de Trabalho:

A intenção foi provar até que ponto as plataformas suportam um produto disruptivo no mercado.

Adilson Fernandes de Conceição

Coordenador, Grupo de Trabalho "Blockchain"

A segunda prova foi desenvolvida em Hyperledger com a participação de IBM e todas as instituições pertencentes ao grupo de trabalho de FEBRABAN. Esta prova conseguiu estabelecer e reconhecer as diferenças entre as diferentes plataformas e os aspectos relacionados com seus desenvolvimentos.

Os resultados destas provas serão apresentados no CIAB, um importante congresso de tecnologia financeira no que a tecnologia blockchain está ganhando cada vez mais protagonismo, pois neste ano ao menos 6 painéis se focam neste tema.

O evento também contará com debates sobre a Inteligência Artificial e o Internet das Coisas, dois setores nos que também é aplicável a tecnologia da cadeia de blocos. Se realizarão umas provas de diferentes bancos, incluindo o Banco Central, na blockchain Ethereum, que contarão com a participação de Microsoft.

BLOCKCHAIN PARA O BANCO BRASILEIRO

As instituições bancárias brasileiras têm experimentado com esta tecnologia em diversas oportunidades. Assinala, por exemplo, o anúncio feito pelo Banco Central de Brasil sobre o uso da cadeia de blocos para fazer mais eficiente a Liquidação por Bruto em Tempo Real (RGTS por suas siglas em inglês) do Sistema de Pagamentos Brasileiro.

Quanto ao uso das criptomoedas, as instituições estatais se têm mostrado cautelosas. Em meados do ano anterior se criou uma Comissão Especial de Moedas Digitais para evitar o uso destas em delitos financeiros. Assim mesmo, o passado dezembro se debateu no Parlamento a criação de um marco legal para o uso dos criptoativos.

 

Traduzido de: CriptoNoticias