Desde o seu nascimento, o ecossistema dos criptoativos tem vivido o preconceito da criminalidade, a volatilidade e os perigos que existem no mundo digital, especialmente associado ao risco de perder temporal ou definitivamente os fundos investidos a causa de hackeos. Existem precedentes significativos deste, como o colapso de Mt. Gox.

O caso segue dando o que falar e apesar de que a falência desta casa de câmbio tenha acontecido em 2014, -quando admitiram o roubo cerca de 850.000 BTC- Mark Karpelès volve a ser noticia dentro do ecossistema. Isto após de haver-se conhecido que a resolução desta ação judicial poderia deixar em suas arcas cerca de 1 bilhão de dólares.

Concretamente, a resolução da declaração da falência de Mt. Gox, de quem Tibanne, empresa de Karpelés, é dona, significarão 859.7 milhões de dólares, incluindo o pagamento aos portadores de bitcoins que perderam suas criptomoedas após o colapso da casa de câmbio. A razão? As reclamações dos depositários se calculou em função do valor em ienes da criptomoeda ao começo dos procedimentos  de liquidação da empresa, em abril de 2014, quando BTC teve um preço de cerca de 400 dólares.

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Após o descalabro de Mt Gox e a perda de 800.000 BTC, se declarou em falência, mas o reclamo sobre esses fundos, feito em ienes, lhe deixa seus bolsos cheios.

Entretanto, os 200.000 bitcoins que foram encontrados e ficaram em custódia de Tibanne, continuaram revalorizando-se, e atualmente valem 17 vezes mais do que então (1.33 bilhões para o momento da redação). Inclusive liquidando a dívida de todos os usuários, Karpelès leva um grande lucro.

O CEO da extinta casa de câmbio tem enfrentado diversos cargos desde 2015 e recentemente, em junho, se declarou não culpado das acusações de lavagem de dinheiro e apropriação inadequada de fundos, isto por a perda de quase 400 milhões de dólares, o valor que então tiveram os bitcoins hackeados. Para os clientes de Mt. Gox a perda resultou significativa, e conforme alguns peritos, poderia elevar-se aos 7 bilhões de dólares, após um lapso de mais de 2 anos.

Alguns dos antigos clientes de Mt. Gox ficaram contrariados por o fato de que, depois de ter encontrado os 200.000 BTC, os clientes terão menos benefícios que o CEO, mesmo que o CEO se tenha declarado em falência.  “Quando tudo for resolvido, Karpelès obteria a grande maioria do valor extra”, expressou Kolin Burges quem tinha 311 BTC neste exchange, como informou o WSJ.

 

 

No caso de serem vendidos, não acho realista obter qualquer tipo de valor o suficiente alto como para que isto seja um problema real.

Mark Karpeles

CEO, Mt. Gox

No entanto, parece que após as investigações, a solução acabará por preencher seus bolsos.

Traduzido de: CriptoNoticias