A diversidade das criptomoedas aumenta cada dia. Embora o Bitcoin seja a primeira e mais utilizada, há outras que não ficam atrás. O Ether, o Steem Dollar, o DASH, inclusive os chamados BitCrystals do jogo Spell of Genesis apresentam suas próprias vantagens e especificações. Inúmeras comunidades de muitas distintas áreas se tem dado á tarefa de utilizar a blockchain ou criar suas próprias moedas digitais de diversos usos e valor: tudo depende do que você deseja conseguir. Sendo esta tecnologia tão flexível, tem conseguido estender sua influencia até muitas zonas mais além do financeiro. É por isso que não é surpreendente que também tenha conseguido tocar o mundo da ecologia.

Entre 2011 e 2012, apenas três anos de lançamento do bitcoin, Nick Gogerty e Joseph Zitoli publicaram um interessante trabalho acadêmico intitulado “Deko: Na electricity-backed currency proposal”, onde propõem a criação de uma classe de ativos que não necessitara ser físico e que pudesse intercambiar-se por eletricidade com os produtores. É em base a esta idéia que em 2014 nasce a SolarCoin (SLR), uma criptomoeda pensada especialmente para promover a geração de eletricidade através a energia solar fotovoltaica, mais limpa e inclusive mais eficaz que qualquer combustível fóssil.

Tudo parte de seus administradores, ou seja, mais de 600 voluntários entre Ásia, Europa e América que se encarregam da Fundação SolarCoin. Este é o organismo que controla a distribuição da criptomoeda projetada sobre tudo para os produtores de energia solar: assim, por cada MWh (megawatts por hora) gerado pela instalação, se tem como recompensa 1SLR.

Eles são como milhas aéreas, pois, no caso das pessoas que vivem em lares com paneis de energia solar ou grandes fazendas produtoras, para solicitar SLR só se precisa abrir uma carteira de forma gratuita e enviar os documentos de geração de eletricidade á fundação. Isto é tudo: trás a aprovação, cada seis meses se recebem as SLR respectivas. E dado que o projeto está pensado para durar ao menos uns 40 anos mais, podem chegar a ser bastantes solarcoins.

 

 ATRIBUIÇÃO E BLOCKCHAIN

As SLR se repartem de três formas, ainda que a maioria delas não seja circulável mais que a mudança de eletricidade. Apenas um 0.1% (33,7 milhões de criptomoedas) se extraem através do algoritmo de Provas de Trabalho (Pow) clássico, e representam a eletricidade solar gerada e não reclamada. Outro 0,5% (500 milhões) se encontra na Genesis Pool, e está destinado a organizações ambientais benéficas e a todos os encarregados da infraestrutura de SolarCoin. Finalmente, a maioria, 99.4% (97.5 bilhões) são extraídas através do algoritmo Proof-of-Stake-Time (PoST) a mudança da eletricidade solar gerada.

Por outro lado, desde princípios de 2016 se sustenta em sua própria cadeia de blocos, a ElectricChain. Esta tem como objetivo final ser a maior ferramenta mundial de monitoramento de energia solar, disponível a todo público para investigações, negócios e avanços científicos.

 

EM TERMOS ECOLÓGICOS

Atualmente, o aquecimento global é um grave problema. As calotas polares se derretem, ameaçando com deixar subaquáticas extensões de terra (como boa parte de Holanda) e o clima tem mudado de forma agressiva, produzindo fenômenos destrutivos como El  Niño. E este grave problema tem sido causado por nós, como humanidade, já que nossas emissões para a atmosfera criam uma espécie de camada que cada vez impede mais a saída da radiação térmica, o que por sua vez faz que todo o planeta aumente de temperatura.

A solução mais factível com a que contamos é a utilização de energias renováveis não contaminantes, que não produzem emissões. A solar é a mais potente delas e quiçá também a mais viável: limpa, potencialmente inesgotável e ademais económica, poderia prover eletricidade, conforme a organização ecológica Greenpeace, a dois terços da população mundial para o 2030.

A SolarCoin pretende aumentar essa cifra de ser possível, já que funciona como um bom incentivo para a produção de energia solar. Assim, enquanto que cada MWh de eletricidade produzida por combustíveis fósseis é capaz de emitir umas 1500 libras de dióxido de carbono, mais de 5 libras de dióxido de enxofre  e cerca de 2 libras de óxido de nitrogênio- o que se traduz a um aumento superior a 1.8 ºC no planeta-, a energia solar produz o mesmo sem emissões de nenhum tipo e ademais evitando os resíduos nucleares radiativos. Entretanto, seus produtores ganham.

 

INVERSÃO?

Até ao momento, produtores de 23 países têm sido premiados com milhares de SLR. Aqueles que parecem ter a vantagem são a África do Sul e a França, enquanto que no Novo Mundo o ganhador é Brasil, também o único país da América do Sul em adquirir solarcoins até agora. No entanto, a Fundação está aberta para qualquer que deseje juntar-se ou solicitar suas SLR.

Por outro lado, quem não conta com uma instalação solar também podem investir em solarcoins. Ademais de obter-se como recompensa por a geração de eletricidade, também é possível comprá-las através das casas de câmbio compatíveis, como Bittrex e Poloniex. Seu preço atual situa-se em $0.5 ao momento de publicar-se este artigo, embora seu objetivo seja chegar até 20 ou 30 dólares por moeda. Seguramente será alcançado nos próximos anos, já que o uso da energia solar está aumentando enquanto que o custo dos paneis fotovoltaicos se reduz.

Nos próximos 13 e 14 de setembro em Nova York, Nick Gogerty, um dos criadores da Fundação SolarCoin, estará participando no Congresso  Mundial de Blockchain 2016 junto á companhia de Internet das coisas (IoT), Change of Things. Se espera que neste espaço destinado ao intercâmbio de idéias sobre o desenvolvimento e aplicação da blockchain, se fale muito sobre esta criptomoeda ecológica.

 

Traduzido de: CriptoNoticias.