Como minar criptomoedas?

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A mineração de criptomoedas depende do sistema de mineração que utilize a block chain da moeda digital a ser minada: sistema de Prova de Trabalho (Proof-of-Work), sistema de Prova de Participação (Proof-of-Stake) ou outro. Para todos esses sistemas de mineração se tem criado equipamentos, hardware, e esquemas comerciais de exploração mineira que facilitam a incorporação de novos mineiros á rede.

PROOF-OF-WORK

No sistema de Prova de Trabalho (PoW), os mineiros utilizam processadores, comerciais ou especializados, para resolver as charadas hash. Dependendo do poder de processamento atual da rede da criptomoeda, a dificuldade para encontrar o nonce determinará a quantidade de poder de computação necessário, bem como o tipo de chip a utilizar.

A mineração de bitcoins, por exemplo, tem utilizado chips de processadores de computador (CPU),  placas de vídeo (GPU), chips programáveis (FPGA) e, atualmente, utiliza chips especializados (ASIC).

Para a mineração com CPU, GPU e FPGA, os mineiros devem realizar configurações especiais destes chips em seus computadores que lhes forneçam um poder de computação competitivo em relação ao poder de processamento total da rede da criptomoeda que minam.

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Configuração de placas de vídeo (GPU) para mineração de criptomoedas

Além disso, precisam utilizar um software que lhes permita interagir com a rede da criptomoeda para obter os trabalhos dos blocos a consolidar e enviar as soluções que consigam.

Criptomoedas_Software_Minado
Programa de mineração para Ethereum

A mineração com ASICs é muito mais simples. Os Circuitos Integrados de Aplicação Especifica (ASIC, por suas siglas em inglês) são agrupadas em cartões eletrônicos que, por sua vez, se conectam a um cartão de controle que contém o software de mineração para dar vida a um mineiro modular.

bitcoin_criptomoedas_ASIC_mineiro
Mineiro ASIC de Bitcoin com fonte de 1.300 watts

Esse mineiro só deve ser alimentado por uma fonte de energia de, geralmente, 600 a 2000 watts e configurado seu software para começar a trabalhar na rede da criptomoeda para qual foram criados.

Grande porcentagem das criptomoedas no mercado utilizam o sistema de minado PoW com diferentes algoritmos de encriptação. Bitcoin, por exemplo, utiliza SHA256; Litecoin, Scrypt; Ethereum, Ethash; Dash, X11; entre muitos outros.

 

PROOF-OF-STAKE

A Prova de Participação (PoS) é um sistema de minado alternativo ao PoW no qual se atribui um valor acionário a cada moeda correspondente á quantidade de moedas que receberá o garfo quando tenha decorrido certa quantidade de tempo sem utilizar dita moeda.
Neste sistema, o valor obtido vai crescendo sempre que a moeda não seja utilizada. Se a moeda é usada, o valor acionário será reiniciado.

A primeira criptomoeda em utilizar este algoritmo é Peercoin, que utiliza um híbrido entre PoW e PoS. Outras criptomoedas são: Qubits, Novacoin, Diamond, Nxt e muitas outras. Ademais, Ethereum planeja realizar uma mudança de PoW para PoS em dezembro de 2016.

 

GRUPOS DE MINERAÇÃO (MINING POOLS)

Os grupos de mineração (mining pools) são uma maneira em que os mineiros juntam seus recursos e compartilham seu poder de computação enquanto dividem a recompensa por igual, em função á quantidade de trabalho com que contribuíram na obtenção de um bloco.

A mineração Bitcoin em grupos começou quando a dificuldade de minado aumentou até o ponto no que poderia levar anos para os mineiros mais lentos gerar um bloco. A solução dos mineiros a este problema foi agrupar seus recursos para que pudessem gerar blocos mais rápidos e portanto receber uma porção do bloco de recompensa Bitcoin sobre uma base constante, ao invés de aleatoriamente uma vez a cada poucos anos.

O grupo de mineração trabalha em conjunto para obter o mesmo bloco, utilizando como recipiente da recompensa o endereço de criptomoedas do gerente do grupo. O gerente se encarrega de publicar os blocos a trabalhar e logo de repartir os ganhos por bloco obtido aos membros, baseado na quantidade de trabalho que realizou cada um, o qual é proporcional ao poder de processamento que cada membro controle.

Por fazer este trabalho o gerente do grupo se fica com uma porcentagem dos ganhos denominada quota de grupo (pool fee). A quota de grupo ronda comumente de 0-4% dos ganhos.

Slushpool, o primeiro grupo de mineração criado, foi lançado em 27 de novembro de 2010. Desde então se tem tornado uma prática habitual à mineração em grupos, predominando quase absolutamente sobre a mineração em solitário. Também, tem se estendido á mineração de muitas criptomoedas mais conhecidas: Bitcoin, Litecoin, Dash e Ethereum, entre outras.

Vantagens
Reduzem a incerteza de minar um bloco e com isso, o risco econômico; permitem aos mineiros pequenos participar de maneira rentável  e mantém o software de validação dos mineiros atualizado.

Desvantagens
Promovem a centralização da rede, desencorajam aos mineiros de executar nós completos e fazem mais pesado (em alguns casos impossibilita) exercer a vontade de voto dos mineiros diante mudanças na rede.

MINERAÇÃO NA NUVEM (CLOUD MINING)

A mineração de nuvem (cloud mining) ou hashing de nuvem permite aos usuários comprar capacidade de minado de hardware em centro de dados remotos, por um tempo pré-estabelecido acordado. Na verdade, é um aluguel ou arrendamento de capacidade de computação que evita a aquisição de hardware e software minado, consumo elétrico e largura de banda, entre outros requerimentos de possuir um centro de mineração.

As vantagens deste esquema de mineração estão relacionadas com não ter que lidar com os inconvenientes que os equipamentos de minado geram: calor e ruído excessivo, instalação de sistemas de ventilação, consumo elétrico, compra e reparação de equipamentos, etc.

As principais desvantagens residem nas altas probabilidades de fraude ao não poder verificar a existência ou operação do centro de dados e menor rentabilidade por o custo do serviço de minado; ademais, os contratos de mineração na nuvem contemplam o cesse de operações ou de pagamentos se o preço da criptomoeda é demasiado baixo para cobrir os custos de operação, entre outros.

Atualmente, existem empresas que oferecem serviços de mineração na nuvem para várias das criptomoedas mais conhecidas: Bitcoin, Litecoin, Dash e Ethereum, entre outras.

A CEXio, a primeira companhia de mineração na nuvem, se estabeleceu em outubro do 2013. Atualmente existem muitas outras, sendo a mais famosa Genesis Mining.

Devido ao alto grau de confiança que deve existir entre quem contrata o serviço e quem o oferece, este sistema se tem utilizado para realizar múltiplas fraudes ao longo dos anos, pelo qual você deve ser cuidadoso ao momento de investir na mineração na nuvem.

Criptomoedas_Fazenda_Minado
Fazenda de mineiros de Scrypt em Islândia

 

 

Traduzido de: CriptoNoticias.

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