A Aliança Portuguesa Blockchain anunciou esta segunda-feira que esta semana vai começar uma turnê acadêmica que percorrerá várias instituições de educação superior em Portugal, para promover a tecnologia e apresentar vários desafios que têm sido propostos pelas empresas de diversas áreas de atividade e que devem ser resolvidos pelos estudantes usando a blockchain.

Em um comunicado da imprensa da aliança se assinala que o primeiro ateliê do Roadshow será realizado esta quinta feira 3 de maio na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e a sexta-feira se transladará á cidade de Porto para outra sessão na Faculdade de Economia. A semana seguinte finalizará em Lisboa com a visita á Escola de Economia e Gestão da Universidade de Minho e no final do mês de maio no ISEG-Instituto Superior de Economia e Gestão.

Rui Serapicos, Embaixador da Aliança Portuguesa Blockchain explica os objetivos que persegue este ciclo de conversações sobre a tecnologia blockchain:

Esta turnê acadêmica tem como objetivo mostrar aos alunos de educação superior novas formas de trabalhar com blockchain, seus benefícios e como podem desenvolver-se soluções nesta tecnologia para aumentar a competitividade de suas ideias. Será explicado o que se pode fazer com blockchain, em que consistem os “desafios blockchain” promovidos pela Aliança Portuguesa de Blockchain e responder as perguntas e dúvidas dos estudantes.

Rui Serapicos

Embaixador, Aliança Portuguesa Blockchain

Os chamados “desafios blockchain” constituem desafios criativos e tecnológicos, orientados para vários setores para responder a um ou a vários requerimentos específicos de cada setor. Os desafios ativos atualmente são: Abreu Advogados Smart Contract Challenge, BCSD Sustainability Challenge, EMEL Mobility Challenge, Fidelidade Insurance Challenge, REN Energy Challenge e Open Innovation Challenge; desafios focados em temas relacionados com o direito, os contratos inteligentes, sustentabilidade, mobilidade urbana, seguros, energia e inovação tecnológica.

Por exemplo, o desafio de sustentabilidade proposto pela empresa BCSD consiste em utilizar os dados da pegada de carbono para a gestão da cadeia de valor de um produto e criar projetos mais eficientes do produto, utilizando blockchain, em termos do consumo de carbono. Também se procura garantir a sustentabilidade dos provedores no contexto da cadeia de valor de uma empresa ou de um grupo de empresas.

O desafio energético proposto pelas Redes Energéticas Nacionais (REN) que se encarrega do fornecimento de eletricidade e Gás Natural em Portugal, consiste na criação de uma plataforma baseada em blockchain para a negociação de compra-venda de energia onde os micros/minis produtores possam ter uma fonte de rendimento adicional e os consumidores, a opção de escolher o provedor mais barato.

Em Portugal, os membros do ecossistema de blockchain e criptomoedas estão procurando pontos de encontro para desenvolver modelos de inovação. A semana passada, representantes do ecossistema blockchain e bitcoiner de Portugal anunciaram a criação da Associação Portuguesa de Blockchain e Criptomoedas (APBC), a primeira organização sem fins de lucrativos do criptoentorno do país europeu, com o objetivo de apoiar a investidores, usuários e desenvolvedores de software para “combater os esquemas em pirâmides e todas as formas de fraude que não formam parte dos princípios das moedas digitais”, de acordo com Fred Antunes, Presidente da APBC.

 

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Traduzido de: CriptoNoticias