É claro que as criptomoedas e a blockchain chegaram para manter-se, por isso diferentes universidades ao redor do mundo têm estado adaptando seu grade curricular e currículo. Tal é o caso do Instituto Tecnológico de Buenos Aires (ITBA) o qual anunciou que a partir de março estará a oferecendo um diplomado relacionado com a irrupção das criptomoedas e tecnologias associadas na economia global.

A informação se deu a conhecer através da mídia local e pelos canais oficiais do ITBA. O curso chamado “Diplomatura en Criptoeconomías: blockchain, contratos inteligentes y criptomonedas” será ministrado a distância pelo Licenciado em Economia (U.B.A) e autor do livro Criptoeconomías: Blockchain, Contratos Inteligentes y Criptomonedas – Una Guía Introductoria, Nicolás Emanuel Collebechi.

Dito diplomado constará de um plano de estudo com 18 temas focados nas criptomoedas e a tecnologia que as sustenta, junto com outros temas apropriados. A modalidade será em linha e o conteúdo será coberto em 12 classes que ficarão gravadas e disponíveis para quem não possam estar ligados no horário estipulado. O programa dará início o 28 de março e terminará o 13 de junho do 2018, mas as inscrições já estão abertas desde a página da instituição.

Alguns dos temas a tratar na diplomatura de criptoeconomía abarcarão uma aproximação ao sistema financeiro e monetário internacional tradicional, desde seus conceitos básicos como a descentralização, as ICO (Oferta Inicial de Moeda) e tokens, até marcos regulatórios e reflexões sobre as perspectivas a futuro destas ferramentas financeiras. Em essência, o estudo oferecerá aos participantes a capacidade de analisar o sistema financeiro atual em comparação com as novas propostas tecnológicas.

O objetivo do programa aponta a instruir mais pessoas em quanto aos conhecimentos básicos e técnicos das criptomoedas, já que as mesmas estão cada vez mais presentes em nossas finanças e economia. Igualmente, cada vez são mais as pessoas interessadas no uso deste instrumento como forma de investimento, bem como nos benefícios que estas podem lhes gerar.

Apesar do vasto número de criptoativos que formam este ecossistema (mais de 1.300 e em aumento) e a quantidade de projetos relacionados à blockchain, a atenção do público em geral costuma focar-se unicamente em bitcoin. Em relação a isto, Collebechi comentou numa nota o seguinte:

O curso surge porque está vendo que há um montão de indústrias que trabalham com blockchain -financeiras, saúde, retiro, publicidade digital, empréstimos pessoais- mas há desconhecimento e fixação no bitcoin.

Nicolás Emanuel Collebechi

Professor e coordenador, ITBA

De tal maneira, a instituição assinala que o diplomado está especialmente dirigido às pessoas que queiram iniciar-se no mencionado âmbito e que partem de zero conhecimento ou ideias muito gerais e básicas. Collebechi também comentou a uma  mídia local que a criptoeconomía “é o sector do futuro, envolve aspectos da criptografia, teoria de redes, ciências da computação e teoria económica com as que se podem criar novas ferramentas tecnológicas, que hoje em dia estão a mudando ao mundo”.

Por suposto, este instituto argentino não é o único que há incluído algum programa educativo em relação ao ecossistema blockchain e aos criptoativos. De facto, Argentina é reconhecida por contar com uma ampla comunidade envolvida a dito ecossistema e nessa linha, faz uns meses, começou seu primeiro curso de desenvolvimento e programação de contratos inteligentes.

Assim mesmo, muitas instituições e universidades em Estados Unidos e o resto do mundo têm incluído programas, matérias, cursos e inclusive postgrados focados em blockchain e criptomoedas; tais como: Stanford, o MIT, a Universidade de Alcalá em Espanha ou o Instituto Tecnológico de Monterrey em México.

Traduzido de: CriptoNoticias