Os smartphones não perdem completamente a sua utilidade ao passar alguns anos de uso, no entanto na maioria dos países é comum mudá-los ao menos uma vez por ano por os modelos mais recentes do mercado, costume que deixa a muitos com vários telefones armazenados sem dar-lhes qualquer uso.

Diante desse cenário, a companhia sul-coreana de tecnologia Samsung anunciou um novo projeto chamado Galaxy Upcycling, iniciativa na qual apelam aos usuários de seus smartphones a dar-lhes novos usos a seus telefones antigos. Minar criptomoedas é um deles.

O anúncio teve lugar na Samsung Developer Conference, e o protótipo exibido na conferência monstra uma plataforma de mineração que utiliza como cérebro um modelo antigo de Galaxy Tablet, com uma versão modificada de Ubuntu, junto a 40 telefones Samsung S5 – lançados ao mercado em abril de 2014-.

A seguinte fotografia, publicada por Vice, compara o poder de processamento – para mineração de bitcoin com CPU- de um processador Intel i7 2600, com o poder de processamento de um Galaxy S5, demonstrando que um S5 pode alcançar 2600 kh/s (Khash/seg), enquanto o i7 chega apenas a 2000 kh/s.

rig-mining
  • Facebook
  • Twitter
  • Google+
  • LinkedIn

rig-mining
  • Facebook
  • Twitter
  • Google+
  • LinkedIn
Comparação entre o poder de processamento de um Galaxy S5 e um processador Intel i7. Fonte: Vice

Com respeito ao consumo energético, um S5 consome 4 watts enquanto que o mesmo processador i7 alcança os 95 watts.  Esses números deixam exposto que o Galaxy S5 é mais eficiente para minar, ao comparar a relação de rendimento kh/watt.

Há que ter em conta que, embora a alternativa de uso de smartphones antigos não representa uma opção competitiva diante as ultimas plataformas de mineração disponíveis no mercado, é uma ideia inovadora que pretende reduzir os níveis de poluição dando novos usos aos aparelhos eletrônicos.

Imagem destacada: Vice

Traduzido de: CriptoNoticias