O Grupo de Tecnologia de Operações de Bitcoin (Bitcoin Optech) anuncia a publicação em seu site de uma matriz de compatibilidade, que permite aos interessados acessar um resumo do suporte de carteiras e serviços para diferentes tecnologias de escalonamento na rede de Bitcoin.
A notícia divulgada em 20 de agosto, assinala que o objetivo da equipe é fornecer uma informação indicativa das tecnologias que se estão adotando no ecossistema de Bitcoin. Também se pretende oferecer dados relacionados com a usabilidade e a experiência do usuário.
Sobre isso, a nota acrescenta que a matriz de compatibilidade apresentada ao público oferece descrições detalhadas e capturas de tela de cada carteira e serviço avaliado. Dessa forma, o quadro de Bitcoin Optech mostra atualmente uma lista de 23 carteiras BTC, incluindo aos moedeiros de varias casas de câmbio.
Na lista se localiza Coinbase, Binance e BitMEX. Igualmente, são oferecidos dados de Abra, Xapo, Wasabi, BitGo e Bitcoin Core Wallet, entre outras. O plano é adicionar mais carteiras ou serviços no futuro, bem como métricas de avaliação adicional, conforme delimitam.
A equipe explica que para o lançamento inicial só se incluíram avaliações sob o uso dos endereços SegWit (Segregated Witness ou testemunho segregado) e a adoção do sistema de substituição das transações, conhecido como Opt-in Replace by Fee (RBF). Assim, os dados que eles oferecem se concentram em determinar a inclusão das opções de escalabilidade nos serviços.
Nesse sentido, o quadro realizado pelo Bitcoin Optech fornece informação sob as carteiras que usam endereços Bech32, criadas especificamente para o SegWit, o protocolo projetado para maior eficiência nas transações e diminuição do custo das comissões.

O Bech32 é a alternativa ao uso do P2SH, como um invólucro de endereço, facilitando ao receptor de uma transação utilizar o SegWit. A este respeito, o quadro indica qual é o tipo de endereço de recepção predeterminado por cada moedeiro avaliado, especificando se ele admite a criação de endereços envoltos em P2SH ou endereços Bech32.
Quanto ao uso do sistema RBF, o quadro informa ao público se as notificações de transações entrada ou saída mostram que uma transação sinalizou RBF, ou se são etiquetadas como substituíveis na lista de transações e nos detalhes da transação. Com isso, os usuários sabem se uma carteira oferece a opção de aumentar as comissões de processamento por transação, a fim de substituir uma operação prévia não confirmada de baixo custo.
Implementação de opções
Convém assinalar que um estudo prévio de Bitcoin Optech, realizado entre agosto e novembro de 2018, analisou o uso que te dá ao RBF. Avaliou-se 23 carteiras e 12 exploradores de blocos. Para esse momento determinou que apenas 6 das carteiras estudadas e 2 dos exploradores analisados admitem o envio de transações RBF de alguma maneira. Enquanto só 2 carteiras mostravam alguma indicação de que a transação tinha sinalizado o sistema RBF.
Algo semelhante é observado no uso de endereços Bech32, pois da lista de 23 carteiras incluídas na tabela, apenas 6 usam esse formato. Sobre esse assunto se tem produzido o cliente de Bitcoin, BRD, num escrito recente. Lá eles opinam que o uso majoritário do P2SH não motiva aos remetentes das transações a usar endereços Bech32, criados especificamente para o SegWit.
Imagem destacada por 3dsculptor / stcok.adobe.com
Traduzido de: CriptoNoticias

