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A IOTA Foundation, a principal responsável do desenvolvimento da criptomoeda focada na Internet das Coisas, IOTA, anunciou um programa de recompensa de 200.000 euros para que hackers e analistas tentem quebrar a segurança de sua nova função hash chamada Troika.
“Esperamos que esta competição reúna á comunidade criptográfica na resolução da segurança na Internet das Coisas”, asseverou o co-fundador e co-presidente da fundação, David Sønstebø, como mostra num comunicado de lançamento publicado este 20 dezembro.
A empresa de serviços criptográficos e ciber-segurança CYBERCRYPT desenvolveu esta nova função hash com o objetivo de melhorar a segurança da plataforma de IOTA e da abordagem trinaria de sua arquitetura.
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CYBERCRYPT tem o prazer de fazer parte deste ambicioso projeto a grande escala para pagamentos digitais baseados em livros de contabilidade pública. Temos o prazer apoiar a IOTA em sua procura do ecossistema digital seguro nas futuras aplicações de IoT.
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De acordo com as regras publicadas no portal de CYBERCRYPT, a competição começa no dia 20 de dezembro e ficará aberta até 31 de dezembro. Os analistas poderão participar em duas categorias diferentes “colisões” e “pré-imagem”, e receberão um prêmio de acordo com a dificuldade técnica de suas descobertas.
De acordo com a empresa, um ataque de colisão envolve a descoberta de duas variáveis de entrada duplicadas, que terminam gerando o mesmo valor hash. Por sua vez, um ataque de pré-imagem é uma espécie de princípio inverso, onde o analista tentará encontrar os dados da mensagem ligados a um valor de hash específico. Neste caso, o programa de recompensas inclui estas pré-imagens a serem avaliadas.
Se os ataques forem bem sucedidos, estes revelarão fraquezas potenciais na Troika. Não obstante, dado o ambiente controlado tanto pela Fundação IOTA como pelo CYBERCRYPT, estes erros poderão ser contidos sem comprometer o funcionamento da criptomoeda.
A função hash IOTA, o gerenciamento de Tangle (a cadeia de blocos do IOTA) e a informação respaldada nele tem gerado controvérsia anteriormente. Lembremos que em setembro do ano passado, a diretora da iniciativa de Moedas Digitais do MIT Media Lab, Neha Narula, publicou um relatório sobre as vulnerabilidades da função criptográfica Curl, que estava desenvolvendo IOTA.
No relatório, Narula assinalou uma série de deficiências nesta função utilizada para codificar as transações da rede. A publicação teve um impacto negativo no preço da criptomoeda e, de fato, gerou controvérsia em sua comunidade; pelo que se viram forçados a relançar o projeto.
No momento, a função Curl apresentou falhas muito importantes. Entre elas, se observou que um dos vetores de ataque permitia que um usuário pudesse destruir os fundos da transação de outro usuário, bem como roubar os fundos de uma transferência.
Em 2018, Tangle mostrou problemas para a execução das transações dos usuários desta plataforma, uma vez que agentes maliciosos criaram cadeias parasitárias que alteram os valores da cadeia principal. Isso resultou num volume exageradamente alto de transações por segundo. Por esta razão, o chefe do ecossistema da Fundação IOTA, Lewis Freiberg, escreveu um comunicado ao respeito assegurando que este tipo de anomalias tem sido previstas pelos responsáveis de desenvolvimento do projeto, embora sua irrupção seja dificilmente controlável.
Imagem destacada por: prima91 / stock.adobe.com
Traduzido de: CriptoNoticias.
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