Diante a crescente onda de especulação sobre o futuro das criptomoedas em Coréia do Sul, um representante da casa azul declarou que, apesar das discussões de regulações propostas, é pouco provável que exista uma proibição do comércio de criptomoedas no território.

De acordo com o meio sul-coreano Yonhap, o governo nacional explicou nesta segunda-feira 15 de janeiro que ainda se encontra no meio de consultas internas sobre o futuro dos criptoativos no país devido à grande preocupação manifestada nos últimos dias pelos cidadãos perante a possibilidade de uma proibição generalizada do comércio de criptomoedas.

O encerramento das casas de câmbio recentemente proposto pelo ministro de justiça é uma das medidas sugeridas pelo ministério de justiça para eludir a especulação. Uma decisão de todo o governo será tomada no futuro logo de ter suficientes consultas e coordenação de opiniões.

Jeong Ki-joon

Jeong Ki-joon Porta-voz, Escritório Executivo da Casa Azul

Igualmente, as autoridades financeiras disseram neste domingo que qualquer pessoa que tenha uma conta anónima de criptomoedas em casas de câmbio sul-coreanas deverá introduzir documentação real para verificar-se durante o mês de janeiro, ou enfrentar multas de uma montante indeterminada para o momento.

Estes anúncios vêm dados depois do desagrado causado pelos comentários do ministro de finanças Park Sang-ki na passada quinta-feira, quem disse que o governo nacional se encontrava trabalhando num marco regulatório que poderia incluir o fechamento total de operações com criptomoedas como Bitcoin, as quais se têm popularizado como meio de investimento entre a população nos últimos meses.

Os comentários do ministro Park arrastaram uma onda de queixas entre os compradores dos tokens digitais. Um enquete realizado pela sul-coreana Incruit, num grupo de controle de 571 usuários de internet no país asíatico, arrojou que o 34,9% considera que a regulação das criptomoedas vai em contra do crescimento e desenvolvimento da tecnologia. Dessa mesma população interrogada, o 42,3% acha que o mercado se estabilizará com o tempo e o 61,5% tem experiência na compra de criptomoedas. Por último, um 9.5% assegurou que participariam em atividades de trading ainda que fossem proibidas pelo governo.

Recentemente, as autoridades do país anunciaram o começo da investigação de contas bancárias relacionadas a casas de câmbio de criptomoedas, em procura de participação em atividades ilícitas e legitimação de capitais por parte destas empresas. Entre as entidades inspecionadas pela Unidade de Inteligência Financeira (FIU) e o Serviço de Supervisão Financeira (FSS) se encontram o Woori Bank, Kookmin Bank, Shinhan Bank, NongHyup Bank, o Banco Industrial de Coréia e o Banco de Desenvolvimento de Coréia.

Logo destes anúncios, as casas de câmbio Bithumb e Coinone asseguraram ter sido intervindas pelas autoridades tributárias para fazer controladoria em documentos, livros contábeis, informação de carácter financeiro e confiscação de discos duros.

Coinmarketcap.com, principal fonte para informação dos mercados de criptoativos, também tem tomado medidas relacionadas e excluiu de seu análise os preços de algumas casas de câmbio sul-coreanas. O movimento refletiu uma baixa no valor de boa parte dos criptoativos no site sem que existisse uma razão aparente para isso, provocando assim uma venda massiva que fez descer ao mercado inteiro.

Se estima que ao redor de 3 milhões de pessoas comerciam com criptoativos em Coréia do Sul.

 

Traduzido de: CriptoNoticias