A Coréia do Norte negou neste 1º de setembro as acusações de ter obtido USD 2.000 milhões através de uma série de ataques cibernéticos a bancos e casas de câmbio de criptomoedas, e acusou aos Estados Unidos de espalhar esses rumores.

Um relatório das Nações Unidas, visto pela agência de notícias Reuters no mês passado, diz que a Coréia do Norte realizou ataques cibernéticos de “ampla gama e de crescente sofisticação “para roubar bancos e casas de câmbio de criptomoedas, acumulando assim USD 2.000 milhões. Tal quantidade teria sido utilizada para financiar os programas de produção de armas de destruição massiva.

«Os Estados Unidos e outras forças hostis estão agora espalhando rumores de má fé», relata a agência de notícias do governo de Coréia do Norte, KCNA, citando uma declaração do porta-voz do Comitê Nacional de Coordenação da República Popular Democrática da Coréia para a luta contra a lavagem de dinheiro e contra o financiamento do terrorismo. A declaração do funcionário assinala o seguinte:

Esta invenção por parte das forças hostis não é mais que uma espécie de jogo sujo que procura prejudicar a imagem da República e está destinada a justificar as sanções, além de aumentar a pressão das campanhas de pressão contra a República Popular Democrática da Coréia.

Washington fez muito pouco progresso em seu objetivo de conseguir que a Coréia do Norte desista do avanço em seu programa de produção de armas nucleares, apesar das três reuniões realizadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder de Coréia do Norte, Kim Jong Un. Sobre isso, o vice-ministro da Coréia do Norte disse no sábado passado que espera que as negociações com os Estados Unidos fossem dissipando. Ele também criticou os comentários recentes do secretário de Estado, Mike Pompeo, sobre “o comportamento desonesto da Coréia do Norte”.

Nos últimos anos, foi acusada a Pyongyang, a capital de Coréia do Norte, de ser o epicentro de uma série de ataques cibernéticos, principalmente contra as redes financeiras nos Estados Unidos, Coréia do Sul e em mais de uma dúzia de outros países. Estas atividades cibernéticas, conforme especialistas , geram grandes quantidades de divisas para o regime norte-coreano.

O âmago das acusações contra a Coréia do Norte está relacionado com um grupo de hackers chamado Lazarus, quem estão ligados a um roubo cibernético de USD 81 milhões ao Banco Central do Bangladesh em 2016, e ao ataque em 2014 perpetrado contra o estúdio de Sony no Hollywood.

 

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Versão traduzida do artigo Ju-min Park, publicado em Reuters.
Traduzido de: CriptoNoticias.