O Banco Central do Brasil (Bancen) lançará em novembro próximo o “Sistema de tarifas Imediatas”, chamado PIX, que representa uma fórmula sob a qual a instituição enfrentará os desafios que o setor financeiro tem tido desde o surgimento do bitcoin e outras criptomoedas.

Assim o informou o presidente da entidade bancaria, Roberto Campos Neto, durante a apresentação oficial do sistema, nesta quarta-feira, 19 de fevereiro, em São Paulo.

Campos Neto destacou que o projeto está sendo desenvolvido em resposta aos novos métodos de pagamento digital, como as criptomoedas.

“Este é um dos projetos mais importantes que temos este ano. O mundo exige um instrumento de pagamento que seja barato, rápido, transparente e seguro. Se pensarmos em termos de bitcoin e criptomoedas, eles nascem das necessidades dessas características. PIX é a nossa resposta a esses sistemas”, conforme relatou portaldobitcoin.

Durante o lançamento do projeto, registrado no canal de YouTube do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello, diretor da entidade, explicou as características da modalidade de pagamento.

Ele destacou que permitirá enviar e receber transferências de dinheiro em 10 segundos, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Será necessário utilizar um telefone inteligente ou outro dispositivo eletrônico que permita o uso de uma senha e a leitura de um código QR estático ou dinâmico. No entanto, não se explica com que tecnologia esta sendo construída a PIX.

Baseado numa blockchain

Em setembro de 2019, a CriptoNoticias informou que o projeto de pagamentos instantâneos do Banco Central é baseado em uma blockchain.

Embora os detalhes sejam desconhecidos, se conhece que no passado essa instituição estava experimentando com a plataforma de contabilidade distribuída Corda. De facto, nessa ocasião (novembro de 2017) a instituição revelou que trabalhava num sistema criado pelo consórcio R3CEV para aproveitar os benefícios da cadeia de blocos num entorno privado para as instituições financeiras.

Pinho de Mello acrescentou que a implementação desse novo método de pagamento eletrônico tem como meta tornar que o processo financeiro no Brasil seja mais eficiente. O objetivo não é extinguir as outras modalidades existentes, senão desviar a atenção do dinheiro físico, fornecer maior segurança e rapidez nas transações e fazer que todas as formas de pagamento disponíveis no mercado coexistam.

Para que todas as funções do sistema estejam disponíveis para a população em novembro próximo, Mello disse que é necessário que todos os agentes sejam obrigatoriamente envolvidos, o qual inclui instituições financeiras com pelo menos 500.000 contas ativas. Isso inclui aos cinco principais bancos do Brasil, bem como os bancos nativos digitais Nubank, Inter e Original.

O Banco Central também publicou os detalhes da construção do ecossistema brasileiro de pagamentos instantâneos, como parte da agenda planejada pela instituição. Por meio desse cronograma, promove a adaptação do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e do Sistema de Pagamento Brasileiro (SPB) às tecnologias modernas presentes no setor. A agenda inclui o Banco Aberto. Isto se trata de uma premissa que incentiva aos grandes bancos e empresas FinTech a participar num ecossistema conectado, a fim de melhorar a experiência do cliente.

A notícia gerou vários comentários entre os brasileiros. Alguns veem isso como um grande avanço e aplaudem a iniciativa. Mas, outros não o consideram novidade. Como é o caso do usuário do YouTube Waynecod, quem escreveu o seguinte:

Brasil, como está sempre atrasado, isso não é nada novo. Bitcoin, que para mim é dinheiro real, já cumpriu 11 anos de existência e apenas agora o Brasil está abrindo os olhos para essa incrível tecnologia. Sob a moeda bancária já existe XRP do Ripple, pelo qual esse sistema não é novo para ninguém, e é centralizado. Isso significa que continuaremos dependendo da moeda fiduciária, que apenas tende a desvaliar-se com o tempo, como tem estado acontecendo todos estes anos.

 

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Traduzido de: CriptoNoticias