Anatomia dos navegadores de blockchain

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Os navegadores de blockchain são ferramentas que podem empregar os usuários para consultar suas operações e eventos na cadeia de blocos. Como todas as transações que sucedem dentro da rede se registam na cadeia de blocos em tempo real, de maneira transparente, rápida e segura, têm surgido estas ferramentas que põem em contato aos usuários com a transparência do protocolo gerando confiança na tecnologia.

Atualmente existem dezenas de navegadores para vários blockchains, entre os quais podemos nomear Blockchain.info, BlockExplorer, BlockTrail, BlockCypher e muitos mais para Bitcoin; EtherScan, EtherChain e outros para Ethereum, bem como muitos outros para cada blockchain existente. Sem importar a blockchain que explorem, quase todos mostram dados semelhantes, embora possam ser diferentes em aparência.

Quando se realiza uma transação com ativos digitais baseados em blockchain, seus dados ficam registados e protegidos na cadeia de blocos, e cada uma das partes pode consultar esta informação sem a possibilidade de modificá-la, o que garante a transparência e retidão do processo e estabelece confiança entre ambas as partes sem sacrificar sua identidade dentro da rede. Não obstante, qualquer pessoa alheia á transação pode aceder aos navegadores de blocos e ver a informação ali registada, mais não se lhe será fácil saber que pessoas estão envolvidas em cada intercambio, o que lhe outorga o caráter de “pseudoanônimo” a muitas blockchains.

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Anatomia dos navegadores blockchain

Alguns dos dados que se podem consultar nos navegadores de blockchain são os seguintes:

Data e hora da transação: Pode mostrar tanto a data e hora de envio como de recepção da transação, bem como assinalar quanto tempo demorou essa em confirmar-se. Não confundir com a data de criação dos respetivos endereços, que puderam ter-se criado com bastante antecedência. Essa data se refere ao momento em que ambos os endereços se vincularam e realizaram o intercambio.

Altura do bloco: É o número de bloco criado, que se conta desde que se gerou o bloco gênesis  (bloco 0 ou 1 dependendo da numeração da cadeia de blocos) da plataforma blockchain em questão. Em Bitcoin, por exemplo, atualmente se tem gerado pouco mais de 450.000 blocos de transações. Geralmente, os navegadores indicam também quando foi criado cada bloco.

Transações: é a quantidade total de operações de intercambio realizadas que foram inseridas dentro de um bloco em especifico. As transações são incluídas quase aleatoriamente nos blocos: dependem da rapidez com que se comuniquem aos nodos e da comissão que estejam dispostas a pagar para ser confirmadas.

 Confirmações: a quantidade de validações que têm recebido um bloco de transações por parte dos mineiros. Representam a probabilidade de que as transações incluídas em um bloco sejam falsas: enquanto mais confirmações alcance um bloco mais segura é sua informação. Devido á arquitetura das blockchains, os blocos nunca deixam de confirmar-se; sempre que se adicione um novo bloco á cadeia, se adicionará uma confirmação aos blocos passados. Os blocos gênesis têm tantas confirmações como blocos existam na cadeia.

Quantidade de moedas: indica quantas criptomoedas se têm enviado nas transações, quantas se têm recebido, quanto foi pago como comissão ao nodo, e quantas moedas armazena cada carteira uma vez que tenha incluído a transação.

Mineiro: Se indica o nome do grupo de mineração ao qual pertence o mineiro que resolveu o bloco em questão. Em ocasiões se reporta o endereço IP do nó que transmitiu uma transação ao resto da blockchain.

Peso: as unidades de memoria (kilobytes) que ocupam em total todas as transações inseridas em um mesmo bloco.

Na caixa dos navegadores de blockchains se podem inserir para procurar: o endereço da carteira, o serial de uma transação ou bloco, a altura de um bloco ou, inclusive o endereço IP do bloco (alguns navegadores), e a partir daí se mostrará toda a informação relativa.

 

Traduzido de: CriptoNoticias

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