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O banco neerlandés ABN AMRO confirmou nesta terça-feira, 22 de janeiro, que estão realizando provas para o armazenamento de bitcoins de seus clientes numa plataforma própria chamada Wallie.
A prova com a carteira de bitcoins construída por ABN AMRO não foi anunciada oficialmente. No entanto, o experimento foi confirmado por um porta-voz da entidade bancária através do Twitter. Conforme a informação fornecida, Wallie é uma plataforma para o armazenamento de bitcoins que está sendo provada por 500 clientes do banco.
Em outro tweet, ABN AMRO asseverou que a intenção é tornar-se num “parceiro confiável” para os seus clientes, quem “cada vez mais estão a investir” em criptomoedas. Não obstante, esta é uma premissa contraditória para os bitcoiners, pois parte da filosofia que fundamenta a existência de Bitcoin consiste em seja você seu próprio banco e não confiar da custódia de seu dinheiro em terceiros.
Até agora, o banco que nasceu da fusão de duas instituições de longa duração com sede em Ámsterdam, Países Baixos, não tem fornecido detalhes sobre as condições do armazenamento das criptomoedas em sua plataforma.
INICIATIVAS AFINS
Outro banco que publicou recentemente sua própria carteira para criptoativos é o Falcon Private Bank. Esta instituição bancária está especializada na gestão de ativos e serviços financeiros e tem sua sede em Zurich, Suíça. Falcon Private Bank lançou uma plataforma de transferências e armazenamento para quatro criptomoedas: bitcoin (BTC), bitcoin cash (BCH), litecoin (LTC) e ether (ETH).
A carteira de criptomoedas de Falcon, que segundo sua publicação já foi patenteada, cumpre com as políticas de Conhece ao Teu Cliente (KYC) impostas pelos reguladores suíços. Esta incursão no criptomercado soma-se ao serviço de custódia de outro banco privado suíço, Vontobel. Dita instituição bancária anunciou sua Abóbada de Ativos Digitais há apenas uma semana.
Apesar de que Suíça tenha sido um país amigável com as criptomoedas até ao momento, fontes locais asseguram que os reguladores seguem sendo “críticos” sobre o oferecimento de produtos financeiros baseados em criptomoedas “não reguladas”.
CEDER A CUSTÓDIA DE TUAS CRIPTOMOEDAS?
Os serviços de custódia lançados recentemente por instituições bancárias geram interesse entre alguns clientes do banco tradicional, pois apelam à confiança em sua infraestrutura financeira. No entanto, as perguntas que gera da custódia de criptomoedas por parte de um banco são múltiplas; principalmente sobre a segurança e infraestrutura da plataforma, bem como sobre a acessibilidade dos clientes aos seus fundos.
Alguns usuários de criptomoedas mais afins à visão de “seja você seu próprio banco” não consideram os serviços de custódia como uma boa opção, pois geralmente conservam as chaves privadas –o qual dá acesso às criptomoedas que alguém tem- das carteiras de criptoativos.
Imagem destacada por: natali_mis / stock.adobe.com
Traduzido de: CriptoNoticias
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