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Royds Withy King, uma firma de advogados de Reino Unido, se encontra processando possivelmente os primeiros divórcios que envolvem criptomoedas.
A firma deu a conhecer que atualmente assessoram três casos de divórcio, através de sua página oficial e vários meios de comunicação. Royds Withy também informou que esperam ter ainda mais casos em que os casais disputam a divisão de ditos ativos digitais.
Conforme o escritório de advocacia, os casos -que têm acontecido no sudoeste de Londres e Oxfordshire- não só envolvem bitcoin, senão também criptomoedas como litecoin, ripple e ether, que são algumas das mais populares e comercializadas no mercado.
Num dos três casos, a soma de investimento inicial em criptomoedas é pequena: 200 libras que agora poderia valer mais dez vezes, conforme um méio local. Mas no segundo, o marido tinha investido inicialmente 80.000 libras esterlinas em 2016, que com o crescimento do mercado, se traduzem numas £600.000, pelo qual a esposa reclama parte desse dinheiro. Enquanto que no terceiro se desconhece a quantidade, pois o esposo negou-se a revelá-la. O que nos leva a um dos maiores problemas na divisão nestes casos de divórcio que envolvem criptomoedas.
É bem conhecido que em qualquer caso de divórcio a repartição dos bens materiais costuma ser complicada, mas no caso das criptomoedas poderia ser um verdadeiro dor de cabeça. A firma relata que o primeiro problema que enfrentam nestes casos de divórcio é rastrear a inversão original que fez algum dos dois cônjuges e calcular em quanto se divide.
No entanto, rastrear a quantidade investida não é nada fácil, devido a que alguns maridos ou esposas não declaram dita inversão ou se negam a dizer quanto foi. Assim o explica Mark Phillips, um dos advogados associados a estes casos:
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As criptomoedas viram a alguns indivíduos acumular riqueza considerável a partir de uma pequena inversão, e a natureza destas moedas faz que seja muito fácil para uma parte ocultar ativos. A não ser que um cônjuge revele uma inversão em criptomoedas, é completamente possível que permaneçam ocultos.
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Phillips acrescentou que é dever das partes ser honestos e francos ao momento de revelar as somas e provas relacionadas com criptomoedas durante o divórcio, para poder determinar apropriadamente que lhe toca à cada quem. Quando isto não se cumpre, rastrear criptomoedas se converte num pesadelo para quem levam os casos.
De fato, é possível só quando as criptomoedas se comercializaram através de uma plataforma em linha e se compraram com fundos de uma conta bancária, asseguram; de outra forma, é praticamente impossível de rastreá-las, afirma o advogado.
Outra das dificuldades à hora de dividir as criptomoedas em disputa deste tipo é a volatilidade e a rapidez com a que muda o preço das moedas no criptomercado. Lembremos que bitcoin no final do ano passado chegou a valer 20.000 dólares, para depois cair consideravelmente até os 7.000 dólares por uns poucos dias. Ao respeito comentou Vandana Chitroda, uma dos advogados que lideram estes casos de divórcio:
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Isto apresenta um verdadeiro desafio ao valorizar as criptomoedas. As valorações terão que realizar-se várias vezes durante o processo de divórcio na medida em que avance o caso.
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Finalmente, Vandana também indicou que ainda que as criptomoedas sejam voláteis, não desaparecerão, pelo que recomendou em nome da firma que se alguém suspeita de que seu esposo ou esposa tem investido ou comprado criptomoedas, e se estão separando, relate a seu assessor legal.
Traduzido de: CriptoNoticias
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