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Nesta quinta-feira 3 de janeiro se produziu o lançamento da rede principal de Beam, a primeira criptomoeda focada na privacidade implementada com protocolo MimbleWimble. Este é o primeiro dos dois projetos baseados em dito protocolo, que se esperam para o primeiro mês de 2019.
O startup israelita Beam anunciou oficialmente o início de operações de sua rede principal através de sua conta em Twitter, onde dá as boas-vindas aos usuários a um “novo mundo orientado à privacidade”. Conforme seu blog oficial em Medium, o projeto foi produto de nove meses de rápido desenvolvimento.
O CEO de Beam, Alexander Zaidelson, declarou que tal como Bitcoin, esta nova criptomoeda foi criada com a finalidade de tonar-se num meio de pagamento e uma reserva de valor. Nesse sentido, não parece coincidência o fato de que seu lançamento se programasse para coincidir com o aniversário do bloco gênesis de Bitcoin. Beam possui um sistema para resolver problemas de escalabilidade e segurança que a diferenciam da primeira criptomoeda do mercado.
Entre as características principais deste criptoativo se encontram a “privacidade por defeito” e um tamanho de bloco compacto, hereditárias do protocolo MimbleWimble. Isto quer dizer que o protocolo permite armazenar em cada bloco entradas e saídas de várias transações, omitindo outro tipo de informação. De modo que cada bloco armazena um número alto de transações que se ocultam um ao outro para que um observador externo não identifique os dados particulares que permitam rastrear os endereços dos usuários.
A informação de sua página web indica que a rede admite intercâmbios atômicos e que não se realizará pré-mineração nem Oferta Inicial de Moeda (ICO).
Zaidelson declarou que, a diferença de outras criptomoedas focadas na privacidade, Beam não requer acrescentar processos para ofuscar a informação. “Mimblewimble tem privacidade de transação incorporada desde o começo”, explicou Zaidelson. Conforme disse, Zcash e Monero adicionam uma ofuscação sofisticada à arquitetura básica de Bitcoin, o qual aumenta o tamanho da cadeia de blocos e prejudica a escalabilidade. O protocolo MimbleWimble só precisa armazenar 10% dos dados de uma transação.
Como o startup não convocará ICO, para obter tokens Beam (XBM), os usuários devem incorporar-se à mineração na rede. Zaidelson informou que, em algum momento durante o mês de fevereiro próximo, o criptoativo se poderá encontrar em casas de câmbio de criptomoedas, ainda que não mencionasse os quais.
Um segundo criptoativo focado na privacidade que implementará o protocolo MimbleWimble é Grin, um projeto que iniciou desde o final de 2016. Neste caso, o lançamento se anunciou para o próximo 15 de janeiro. Tanto Beam como Grin têm recebido o apoio de desenvolvedores de Bitcoin Core, como Jameson Loop, quem no mês de setembro passado publicou um tweet onde os qualifica como “protocolos de cypherpunks de última geração”.
Ambos os projetos são bastante semelhantes, ainda que se diferenciam em seus enfoques de governabilidade. Enquanto Beam está administrado por um startup, o desenvolvimento de Grin tem sido financiado completamente pela comunidade através de doações. A estrutura de Beam compreende uma tesouraria que receberá 20% da recompensa de bloco, a qual se distribui entre os fundadores, investidores e a Fundação Beam.
Imagem destacada por sdecoret / stock.adobe.com
Traduzido de: CriptoNoticias
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